12 de fevereiro de 2008
Notícia do Portugal Diário e Diário de Notícias: O custo de vida do País deixou de atrair os estrangeiros do Norte. Cerca de 260 mil estrangeiros do Norte da Europa escolheram Portugal para viver. A facilidade em viajar é um dos principais factores responsáveis pelo crescimento deste mercado. Os voos low cost e regulares atraem novas famílias para o nosso país, nomeadamente para o Algarve. Mas 2007 foi também o ano em que mais nórdicos deixaram o nosso país. Um estudo do jornal The Portugal News revela que a principal razão é o aumento do custo de vida.
10 de fevereiro de 2008
Notícia do Portugal Digital: A nova alta comissária para a imigração em Portugal, Rosário Farmhouse, defende o direito de voto dos imigrantes nas eleições legislativas. Em resposta à associação SOS Racismo, Farmhouse salvaguarda, no entanto, que esse debate está ainda numa fase inicial. "Queremos reconhecer os direitos políticos de quem cá vive" e isso passa por "participarem nas eleições legislativas", disse o presidente da associação SOS, José Falcão, à margem da tomada de posse de Rosário Farmhouse, realizada sexta-feira, em Lisboa.Segundo a nova alta comissária, esse direito é "importante" para que os imigrantes se sintam "integrados»" em Portugal, mas, disse, ainda há muito que fazer antes do direito ao voto dos imigrantes se tornar uma realidade.
7 de fevereiro de 2008
Notícia do Diário Digital: O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras deteve, em Melgaço, dois imigrantes oriundos do Senegal, por permanência ilegal em Portugal, informou fonte da GNR daquele Concelho. Um dos detidos "sentiu-se mal do estômago" e foi transportado, sob escolta da GNR, para o Centro Hospitalar do Alto Minho, em Viana do Castelo, para ser assistido, enquanto o outro permanece detido no posto da GNR de Melgaço.
6 de fevereiro de 2008
Notícia do Mais Futebol: A selecção portuguesa vai exibir esta quarta-feira frente à Itália camisolas inseridas numa campanha do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) contra o racismo e violência no desporto. Portugal vai entrar em campo com estas camisolas, antecipando a campanha que vai decorrer entre 28 de Fevereiro e 6 de Março, e que conta com o apoio da Federação Portuguesa de Futebol, da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto.
3 de fevereiro de 2008
Notícia do Diário de Notícias: Saída de Rui Marques apanhou de surpresa as associações de imigrantes em Portugal. Rosário Farmhouse, até agora directora do Serviço Jesuíta aos Refugiados, vai assumir a presidência do Alto-Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), em substituição de Rui Marques, cuja saída foi anunciada na sexta-feira. A tomada de posse da nova presidente está anunciada para dia 8.Licenciada em Antropologia, com especialização em Antropologia Social, Rosário Farmhouse há mais de uma década que está ligada aos problemas da imigração através do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS). Trata-se de uma organização internacional da igreja católica presente em 50 países, já com 25 anos de existência, mas que em Portugal surgiu há apenas de 12.
2 de fevereiro de 2008
Notícia do Público: O actual Alto-Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rui Marques, foi substituído no cargo, a seu pedido, por Rosário Farmhouse, disse fonte da Presidência do Conselho de Ministros.De acordo com uma nota da Presidência do Conselho de Ministros, "o Alto-Comissário em exercício solicitou a antecipação do termo do seu mandato, que deveria ocorrer em Setembro, para que a sua saída não tivesse lugar em plena execução do programa das comemorações do Ano Europeu para o Diálogo Intercultural".
1 de fevereiro de 2008
Notícia do Diário de Notícias: 50% dos pedidos são de países de língua portuguesa O número de estrangeiros que em 2007 obteve a nacionalidade portuguesa mais que duplicou face a 2006. Das mais de sete mil naturalizações concedidas neste ano passou-se para 16 205 em 2007. Isto significa que, em um ano, o Ministério da Justiça concedeu tantas naturalizações como nos dez anos anteriores. É este o resultado da nova lei da nacionalidade, em vigor desde 1 de Janeiro do ano passado, que torna mais fácil o processo de naturalização, sobretudo para os que nasceram em Portugal. As associações reconhecem-lhe virtudes, mas acham que poderia melhorar ao nível da burocracia e do tempo de espera.
Editorial do Diário de Notícias: Nos últimos dez anos, um pouco mais de 32 mil estrangeiros naturalizaram-se portugueses. Em 1998 foram apenas 512, cinco anos depois foram já 1043, mas o mais surpreendente aconteceu em 2007: um total de 16 205 novos portugueses. Porquê? Porque a nova lei da nacionalidade facilitou a regularização de algumas situações problemáticas, sobretudo a das crianças nascidas em Portugal de pais estrangeiros.Cada vez mais um país de acolhimento (oficialmente são 409 mil), Portugal vê-se forçado a lidar com um número crescente de filhos de imigrantes e de estrangeiros casados com portugueses, além claro de outras pessoas que, por razões várias, ambicionam obter um passaporte nacional (incluindo netos de portugueses nascidos no estrangeiro).
Notícia do Jornal de Notícias (Internacional): Quase metade dos portugueses radicados no Luxemburgo já se sentiram discriminados, mas, apesar disso, a maioria voltava a escolher aquele país para emigrar. As conclusões são de um estudo, realizado pelo Centro de Estudos das Populações, da Pobreza e das Políticas Sócio-Económicas (CEPS), uma instituição tutelada pelo Ministério da Cultura e do Ensino Superior luxemburguês, que teve como objectivo verificar se as comunidades estrangeiras no Luxemburgo são ou não discriminadas.
Notícia do Jornal de Notícias(Internacional): Quase metade dos portugueses radicados no Luxemburgo já se sentiram discriminados, mas, apesar disso, a maioria voltava a escolher aquele país para emigrar. As conclusões são de um estudo, realizado pelo Centro de Estudos das Populações, da Pobreza e das Políticas Sócio-Económicas (CEPS), uma instituição tutelada pelo Ministério da Cultura e do Ensino Superior luxemburguês, que teve como objectivo verificar se as comunidades estrangeiras no Luxemburgo são ou não discriminadas.
Notícia do Diário Digital (Internacional): Denúncias de racismo estão a colocar em lados opostos a Prefeitura de Salvador e representantes da população negra, que acusam o prefeito João Henrique de proibir a divulgação de um relatório sobre a discriminação racial no Carnaval 2007.
O prefeito proibiu o então secretário da Reparação Racial, Gilmar Santiago, de divulgar o relatório feito pelas equipas do Observatório Racial, mostrando a prática do racismo contra negros, na maior festa popular da capital do estado brasileiro que tem a maior população negra do país, denuncia o presidente do Fórum de Entidades Negras da Baía, Walmir França.
O prefeito proibiu o então secretário da Reparação Racial, Gilmar Santiago, de divulgar o relatório feito pelas equipas do Observatório Racial, mostrando a prática do racismo contra negros, na maior festa popular da capital do estado brasileiro que tem a maior população negra do país, denuncia o presidente do Fórum de Entidades Negras da Baía, Walmir França.
25 de janeiro de 2008
Notícia do Jornal de Notícia: O desafio começou em Outubro, quando, depois de ter realizado alguns trabalhos na Cova da Moura, Amadora, a produtora "Até ao fim do mundo" decidiu desafiar os jovens do bairro a participar num workshop de televisão. Durante cerca de um mês, um grupo de 15 rapazes e duas raparigas, com idades entre os 20 e os 35 anos, aprendeu as técnicas de televisão. Depois, foram convidados a ir para a rua filmar o bairro pelos próprios olhos. O resultado são seis pequenos documentários, que têm entre quatro e nove minutos, e que ontem foram pela primeira vez exibidos na FNAC do Colombo. Às muitas pessoas presentes, deram a conhecer uma realidade muito diferente daquela por que o bairro é frequentemente notícia.
Notícia do Público e Diário de Notícias: Partiram quase todos na mesma semana - ontem oito, na véspera dois, na antevéspera seis. Cinco embarcam hoje em Lisboa num voo comercial regular com destino a Casablanca. Dos 23 marroquinos que em Dezembro desembarcaram na ilha da Culatra, no Algarve, restam apenas duas raparigas no território nacional. Só Rajá permanece no Espaço de Acolhimento de Estrangeiros e Apátridas/ Unidade de Santo António, no Porto, onde até há pouco estavam os 21 já deportados. Falava-se muito nela na vigília anteontem à noite promovida por uma dezena de organizações não governamentais à porta. Tornou-se numa espécie de símbolo da "desumanidade" que ali se pretendia denunciar. Conta 16 anos, está grávida "de poucos meses", ali, sozinha. O seu companheiro foi dos primeiros a partir. A outra rapariga continua à guarda da Segurança Social - à espera de uma decisão do Tribunal de Menores. O seu processo, como o de Rajá, está a ser tratado "com a Embaixada de Marrocos", adianta uma porta-voz do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
24 de janeiro de 2008
Notícia do Público, Jornal de Notícias, Diário de Notícias: Uma única faixa branca, pintada a negro, anuncia: "Ninguém é ilegal." Atrás dela, ao lado dela, vultos que protestam em silêncio contra a expulsão dos 23 marroquinos que em Dezembro deram à costa da ilha de Culatra, no Algarve. Seis embarcaram anteontem e dois ontem em voos comerciais regulares com destino a Casablanca. Só um terá já chegado a casa, em Kebetfa. Somariam umas três dezenas os activistas que ontem, pelas 19h00, se concentraram à porta do Espaço de Acolhimento de Estrangeiros e Apátridas/ Unidade de Santo António, no Porto.
15 de dezembro de 2007
Notícia do Jornal de Notícias: Se há dados que revelam novas tendências de saída, por que razão se fala tão pouco da emigração? Os factores serão múltiplos, mas Jorge Malheiros privilegia dois. Antes de mais, o grande impacto da imigração, que nos anos 1999 e 2000 chegou a novos sectores de actividade, trouxe cidadãos de novas origens e se expandiu para fora das áreas metropolitanas. "Politicamente tornou-se muito pertinente, a academia entusiasmou-se e também na União Europeia se tornou um tema na moda", salienta. Por outro lado, "não é agradável para o poder político falar de emigração", porque o fenómeno espelha a incapacidade de oferecer emprego e "futuro" dentro de portas.
3 de dezembro de 2007
Notícia do Correio da Manhã: A secção de homicídios da Judiciária tem “todos os indícios” de que o ucraniano Vlad, de 30 anos, matou e comeu o sogro, Anatoliy Bobrysh, em Maio de 2005, conforme o CM adiantou ontem. E há ainda “vários testemunhos” na comunidade de Leste de Almoçageme, Sintra, a quem o canibal descreveu o crime.
27 de novembro de 2007
Notícia do Público: Mais de metade dos portugueses inquiridos pela Deco (Associação para a Defesa do Consumidor) que já foram vítimas de algum crime não fizeram queixa à polícia. E seis em cada 10 que participaram afirmaram ter sido em vão. Estes são alguns números apurados pela Deco, após um inquérito a 2400 pessoas sobre a criminalidade e as suas consequências, e que demonstram existir um "cepticismo generalizado com a acção da polícia". O estudo foi realizado ainda em Espanha, Bélgica e Itália e da comparação resulta que só neste último país a falta de confiança nas autoridades é superior. A descrença nos resultados, o excesso de burocracia ou a desvalorização do sucedido pela própria vítima são os motivos mais invocados para justificar a não participação. Quando o fazem, as críticas passam a ser outras. Queixam-se das infra-estruturas pouco cómodas nas esquadras, da falta de humanismo dos agentes e da incapacidade para oferecerem determinadas respostas, como o transporte até casa.
Notícia do Diário de Notícias: Segundo os dados disponibilizados pela Inspecção-Geral da Administração Interna sobre queixas de abusos e violência policiais, a idade dos agentes denunciados tem vindo a diminuir. Esta diminuição é mais sensível na GNR, corporação na qual entre 2001 e 2003 as queixas se dirigiam sobretudo a militares entre os 35 e os 54 anos. Em 2004, o grosso das queixas contra a GNR (67%) foi contra guardas entre 25 e 44 anos, sendo 38% delas contra guardas entre 25 e 34 anos. Na PSP, a maioria das queixas incide sobre agentes entre os 25 e os 44 anos. Estes dados, que não permitem comparação com os dois anos subsequentes - os relatórios da IGAI relativos a "Certidões e Queixas Motivadas pelo Comportamento dos Agentes das Forças de Segurança" em 2005 e 2006 não estão disponíveis (aliás, o de 2004 está datado de Dezembro de 2006, facto a que não será talvez alheia a circunstância de a IGAI ter estado durante o ano de 2006 sem presidente) - e que dizem respeito sobretudo a "ofensas à integridade física" (37,6%); "ameaças" (10,4%); "abuso de poder" (9,1%) e "injúrias agravadas" (7,1%), num total de 546 queixas, parecem indiciar que a formação dos agentes não está a contribuir para que o seu comportamento se paute mais pelos valores de "respeito pelos direitos dos cidadãos" que fazem parte não só dos objectivos declarados da IGAI como das polícias de um Estado democrático. Sendo certo que o número de queixas não corresponde necessariamente a ocorrências verdadeiras e a culpa efectiva de agentes, uma tão acentuada e generalizada diminuição da idade dos acusados não poderá ser desconsiderada, mesmo se no relatório a IGAI não retira daí qualquer ilação. Difícil aliás conseguir sobre estas matérias ilações oficiais. Não existe em Portugal uma contabilidade oficial, actualizada e pública, das actuações policiais consideradas abusivas ou das denúncias destas. Mesmo casos como os de homicídio, que pela sua gravidade deveriam merecer um tratamento particular, não têm sido alvo de qualquer reflexão ou análise sistemática - e em 2006 houve pelo menos cinco mortes decorrentes de disparos policiais .
Notícia do Diário de Notícias: Manuel Monteiro teve conversações com elementos ligados ao Serviço de Informações de Segurança (SIS) sobre a entrada de militantes da extrema-direita portuguesa no Partido da Nova Democracia (PND). O DN sabe que Monteiro foi avisado sobre quem eram os militantes considerados mais perigosos e cujos movimentos e actividades estão a ser acompanhados pelo SIS. O líder do PND terá usado a informação para a cruzar com os dados existentes nos ficheiros do partido. Contactado pelo DN, Manuel Monteiro escusou-se a comentar esta informação, reconhecendo apenas que teve conhecimento das adesões extremistas à Nova Democracia "porque eles se denunciaram". Segundo Monteiro (antigo presidente do CDS/PP, entre 1992 e 1998), são "cerca de 25 pessoas", algumas provenientes do Partido Nacional Renovador (PNR), outros do Movimento Nacionalista, Movimento Pró-Pátria, Causa Nacional e de um blogue chamado Estado Novo. "Eu sabia que havia militantes que vinham do PNR, mas pensava que tinham evoluído", diz Manuel Monteito, que descobriu um texto anti-semita no site do seu partido, o demoliberal. Monteiro pediu ao director do jornal online, João Carvalho Fernandes, para retirar o artigo e começou a investigar o percurso do autor, Emanuel Guerreiro.
Notícia do Jornal de Notícias, Correio da Manhã e Público (Internacional): Pela segunda noite consecutiva registaram-se confrontos entre jovens e as forças de segurança, em Villiers-le-Bell, nos subúrbios de Paris, onde na véspera dois adolescentes morreram na sequência de um acidente envolvendo a sua moto e um carro policial. A Procuradoria francesa jé incumbiu a Inspecção-Geral da Polícia (IGPN) de realizar um inquérito por "homicídio involuntário e não assistência a pessoas em perigo". Os incidentes de ontem à noite ocorreram a cerca de 200 metros do local da colisão mortal e obrigaram a Polícia a usar balas de borracha e gás lacrimogénio para conter cerca de uma centana de jovens. Várias viaturas foram queimadas, incluindo um camião de recolha de lixo e um carro policial. Os acontecimentos das duas últimas noites trazem à memória a onda de violência de há dois anos, nos subúrbios da capital francesa. Na altura, centenas de pessoas ficaram feridas e mais de 10 mil veículos e 30 edifícios foram incendiados.
Subscrever:
Mensagens (Atom)